27 de dezembro de 2009

Utopia.

Lá estava eu mais uma vez.
Um lugar lindo, todo iluminado; flores por todos os lados sobre um belo campo verde; acima um sol maravilhoso destacando-se entre os lindos tons de azul que preenchiam o céu; e ainda havia um arco íris, todo colorido, com todas suas cores e formato perfeitos. Este era o cenário mais lindo depois da perfeita imagem de uma noite enluarada.
De repente este belo cenário dá lugar a escuridão; as flores morrem , o sol escurece e o arco iris some. No lugar aparecem arvores, uma mais assustadora que a outra. E lá estava eu, no meio desta confusão, perdida sem saber onde estava e o que havia acontecido.
Por mais apavorante e assustador que aquilo fosse, eu não sentia medo algum. Eu apenas me sentia confusa; balançava a cabeça várias vezes tentando entender o que de fato estava acontecendo. Eu corria por entre as arvores a procura de uma explicação para aquilo, eu procurava alguma coisa que me fizesse entender; mas de nada adiantava, não tinha nada a ser encontrado, não havia explicações para aquilo. Não naquele momento.
Foi por não encontrar nada que comecei a me sentir apavorada, com medo de que nunca conseguisse sair daquele vazio e encontrar meu belo paraíso colorido. Eu começava a gritar e correr pela escuridão, eu corria como se estivesse tentando salvar a vida da pessoa que eu mais amava; eu gritava como se pudessem me escutar mesmo estando do outro lado da vida. Eu apenas corria e gritava, e nada a mais.
Eu sabia que deveria continuar, eu não aguentaria viver naquele lugar. Não sozinha. Já estava cansada de mais para continuar correndo, foi então que comecei a implorar. Implorar para ter o que era meu de novo.
Foi enquanto eu implorava que tudo aconteceu; meu mundo voltava a parecer. Começando pelas radiantes luzes vindas do sol, passando para as belas cores do arco iris, e indo até ao lindo campo florido.
Tudo aquilo tinha ficado lindo outra vez, só que desta vez havia algo a mais. Um belo garoto estava lá; em pé, logo abaixo ao sol; como se estivesse esperando ser encontrado. Fui me aproximando aos poucos. O garoto era realmente muito lindo, sua face era magnifica, tão branca quanto a neve, e seus olhos tão doces quanto mel. A medida em que eu me aproximava dele, meu coração pulsava ainda mais rápido, como se eu tivesse encontrado o amor da minha vida.
Após alguns passos, um breve surto me fez parar, aquela imagem outra vez. Minha imagem correndo por entre o nada atrás de uma explicação, tal explicação que até o momento não existia. Foi depois de ter este surto que percebi que o que eu estava procurando tinha apenas uma explicação. Eu estava correndo para encontrar o grande amor da minha vida.

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