30 de setembro de 2010

noite macabra.

Era tarde, perto das duas da manhã eu acho, havia acabado de ver algumas cenas de um filme que me fez sentir muito medo, quando de repente o telefone toca.
O medo que sentia sobressaltou-se e não conseguia pensar em nada além de “quem poderia estar ligando a essa hora?”. Corri para meu quarto, pulei na cama e abracei o canino, meu cachorrinho de pelúcia bem velhinho que segundo minha mão, foi meu primeiro presente. O telefone insistiu tanto, até que parou de tocar, porém, apenas por alguns segundos.
Desta vez tive um pouco mais e coragem, peguei o canino no colo e sai do quarto ruma à sala no andar de baixo. Quando cheguei ao lado do telefone, ele ainda estava tocando, então peguei e o aproximei para ouvir, espereis uns poucos segundo até finalmente dizer “alô?”, mas do outro lado o silêncio continuou. E isso me fez sentir ainda mais medo. Quem estaria ligando? E por que não falava nada?
Então desliguei o telefone e fui dormir. Durante a madrugada acordei assustada, pois havia muitos raios e a chuva estava muito forte no telhado, e as gotas da chuva caiam como se fossem pedras , que quebravam minha alma aos poucos, mas nada disso se comparava com o pavor que senti quando o telefone voltou a tocar, e desta vez a ligação caiu na secretária eletrônica, então aquela voz tão rouca que parecia um trovão, havia tanto ódio naquela voz e eu olhando o telefone com uma cara de quem acabara de uma alma, e assim a voz disse:
“ sua hora chegou, não tente se esconder, por anos você me evocou, agora estou aqui e sua hora chegou. Por mais que você não queira, eu estou em piores pesadelos, não se arrependa de ter me evocada naquele ritual do qual você me ofereceu sua alma vagabunda, sua hora chegou!”
Então a ligação caiu.
Eu saí correndo pela rua naquela noite chuvosa, era como se a chuva limpasse minha alma. Ouvi algumas vozes, mas não dei atenção. Então como se fosse um grito olhei para o lado, e uma luz muito forte me cegou.
Quando voltei a mim estava aqui, escrava deste homem. E foi assim que morri.

Me arrependo até hoje de fazer de algo sério, uma brincadeira estúpida e totalmente idiota. Agora terei de arcar com suas consequências, e tentar não morrer ainda mais por dentro.

Hellen Cordeiro.


p.s: obrigado Wellington pela ajuda ._.