13 de dezembro de 2010

Dez coisas que eu odeio em você

Odeio ver você chegar e iluminar o meu dia.
Liz estava sentada no sofá quando a porta se abriu. Olhou parar ver quem era, enquanto do outro lado da sala Bryson entrava sorrindo, com flores em uma das mãos.
- Oh meu amor, é você! – diz Liz, com os olhos brilhando.

Odeio seu abraço me envolvendo em noites frias.
Liz tremia como nunca havia tremido antes, o frio tomava conta de todo seu corpo. Achava que iria congelar até sentir outro corpo se entrelaçar ao seu, fazendo-a se arrepiar pela troca de calor.

Odeio sua voz sussurrando palavras doces em meu ouvido.
- Querida, você é minha vida, e eu te amo muito, muito, muito, para sempre! – dizia Bryson em seu ouvido, tranqüilizando-a e fazendo com que se sentisse a garota mais feliz de todo o mundo.

Odeio olhar em seus olhos e ver em você mais que um amigo.
- Liz, será que você pode parar com essas bobagens, ela é somente minha amiga, eu já te disse isso.
- Claro, eu também já fui somente sua amiga, e hoje eu sou o que? A garota da tua vida? – Liz gritava.
- Sim, Liz, você é a garota da minha vida. – dizia Bryson, quase irritado.
- Não, eu não sou. Eu sei que você ainda gosta dela, sempre gostou. Você tem me enganado esse tempo todo! – lágrimas rolavam por seu rosto, ela sempre o amou, e como é que ele pode deixar de amá-la?

Odeio a saudade que sinto quando você vai embora.
- Sabe Liz, eu desisto de você, tudo o que sabe fazer é gritar comigo. Eu não sou SUA propriedade privada, eu tenho minha vida, e quero vivê-la se você se importa? – Disse Bryson, carregando suas malas porta a fora.
- Você não pode me deixar, Bryson. Você prometeu ficar comigo para sempre, não se lembra?
- Sim, eu prometi. Mas quando as coisas chegam a esse ponto ninguém é capaz de suportar. – ele saiu e bateu a porta com força.

Odeio sentir seu perfume em qualquer lugar que eu vá, a toda hora.
Depois que ele foi embora a casa havia se tornado vazia. Liz não fazia nada exceto se trancar em seus quarto e ficar enrolada em meio as suas cobertas e as roupas que ainda restavam de Bryson. Passava minutos, horas, e dias a sentir o perfume de todas aquelas roupas.


Odeio beijar outras bocas com o pensamento em você.
Amy, amiga de Liz, ia quase sempre visitá-la, tentar tirar ela de dentro daquela casa, tentar fazê-la voltar a viver, só que Liz nunca aceitava.
Um dia Amy chegou toda animada, trouxe roupas novas e fez Liz se arrumar, disse que desta vez não aceitaria não como resposta. Ajudou-a a se arrumar e foram para uma festa. Assim que chegaram se depararam com muitas pessoas conhecidas.
Sully, um amigo de infância, estava lá. Correu ao seu encontro e abraçou-a.
- Nossa, Liz, como você está linda. – dizia ele.
- Obrigada, Sully, mesmo. – respondeu Liz.
- Sabe, Liz, é tão bom te ver de novo. Senti tanto sua falta... – disse ele, agora segurando suas mãos e se aproximando.
- Eu também senti sua falta. Você é um bom amigo.
- Mas Liz, eu queria que você soubesse que eu...
- Você, o que... Sully? – perguntou ela.
Ele se aproximou ainda mais, segurando seu rosto e encostando seus lábios ao dela. Foi o beijo com o qual ele sempre sonhou.
- Desculpe... eu não posso – disse ela, se afastando de seus braços e correndo.

Odeio pensar em você o dia inteiro, dormir e sonhar com você.
Esta noite, ao invés de ir dormir como sempre, Liz foi até seu guarda roupa e pegou uma blusa que pertencia a Bryson, vestiu-se com ela e deitou em sua cama. Cansada de tanto chorar e relembrar os momentos bons acabou dormindo em meio às lágrimas.

Odeio ver seu rosto entre a multidão e ver que na verdade era apenas um rosto desconhecido, uma farsa.
Depois da festa Liz nunca mais saiu de casa. Parecia impossível somente pensar em sair daquela cama e largar as lembranças que ainda restavam de Bryson.
Mas como Amy não desistia nunca, acabou voltando à casa de Liz, desta vez para fazer compras com ela.
Amy vestiu-a de uma forma que ela ficou ainda mais bonita que o dia da festa, e ao terminar foram direto para o shopping. O que nenhuma delas podia imaginar é que Bryson e Cori estariam lá.
Assim que Liz os avistou, bem alegres e de mãos dadas, algo quente começou a circular em suas veias, e ela passou a sentir raiva. Ela sabia que estava linda, pois fora sua amiga quem a arrumara, e na hora uma vontade louca de deixar Cori com ciúmes passou por sua mente.
Ela saiu em direção à mesma loja que eles, e chagando lá, eles a viram. Liz fingiu estar procurando algo pela loja, até que Bryson segurou-a pelo braço e perguntou:
- Olá, você é Liz, não é?
- Sim, sou. Por quê? – perguntou ela, fazendo de conta que era um desconhecido.
- Eu sou Bryson, se lembra de mim?
- Desculpe, mas não conheço nenhum Bryson - disse ela, encarando Cori.
- Oh, me desculpe então.
Liz apenas sorriu, e saiu da loja. Estava satisfeita com o que havia feito.

E odeio mais ainda, não conseguir te odiar, por mais que eu tente ou por menos que você faça.
Lizdireto para seu guarda roupa e jogou todas as lembranças que restavam de Bryson fora, para nunca mais ter que lembrar o quanto ele a fez mal.
Correu para sua caixa de correios e pegou todas as cartas que há muito estavam abandonadas. Algumas eram de seu amigo Sully, convidando-a para seu casamento com Taylor, e em outras tinham declarações de amor de Sully. Ele dizia que não tinha qualquer outra garota no mundo que ele pudesse amar mais que ela, e que queria vê-la bem.
Liz perdera tanto tempo em ilusões que se esquecera de viver. Esquecera quem ela era e quem ela realmente amava. Esquecera de toda sua vida.
No fundo de seu ser, ela sabia que sempre iria amar Bryson, fora ele o grande amor de sua vida, e por mais que não ficassem juntos, ela continuaria amando-o.
Deitou em sua cama com várias cartas que havia feito para ele. Em boa parte escrita “Liz e Bryson, para sempre!”


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Queria agradecer muito ao “Diego Potter”, por me emprestar sua poesia para que eu criasse em cima disso uma história.


p.s: o nome dos personagens foi retirado de "My Life as Liz"

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