31 de janeiro de 2011

Não-querido diário de Izzy pt.5


Segunda, 8 de agosto, 19:50

Estou tão feliz sabe? Foi muito melhor que eu esperava, ele me ama e eu não o decepcionei. Estou feliz por mim e muito mais por ele, por nós e por todos.
Ahh, esqueci que não contei como foi depois do colégio. Então, quando eu estava saindo Mark já estava me esperando do lado de fora. Sorri para ele, meio desconfortada e ele me abraçou. Precisávamos de um lugar calmo para conversar e fomos ao parque. Assim que chegamos, sentei-me no banco, deixei minha mochila ao lado e o convidei para sentar, e ele o fez.
Eu estava completamente nervosa e ele deve ter percebido, porque começou a falar comigo:
- Izzy, o que aconteceu ontem mexeu bastante comigo, eu não esperava que você fosse dizer aquilo, me machucar daquela forma.

- Não foi minha intenção Mark, eu não estava pensando em nada, eu estava surpresa.
- É assim que trata as pessoas quando fica surpresa? Você arranca o coração delas e o machuca?
- Mark, eu não queria ter feito aquilo. Eu não sabia o que fazer ou o que dizer, eu não sabia de nada. Você sempre foi meu melhor amigo, aí do nada você vem dizer que me ama?
- E foi pelo fato de ser seu melhor amigo que eu contei. Nós prometemos um ao outro que iríamos contar tudo o que houvesse, e foi isso que eu fiz. Eu te amo, então o certo a fazer era te contar.
- Mas mesmo assim, eu não esperava que você pudesse me amar. Eu sou tão diferente das outras garotas que você ficou.
- Com as outras era mais um passatempo Izzy. Você é a garota do tipo que eu gosto, você é mais parecida comigo em muitos aspectos. E acho que foram todas as semelhanças que me fizeram te amar.
- Mas eu não te amo como você quer que eu ame.
- Eu por acaso pedi que você me amasse Izzy?
- Tá, você não pediu.
- Então porque disse que pedi? – ele perguntou, mas logo em seguida esqueceu a pergunta e continuou. – Izzy, posso te pedir uma coisa dessa vez?
- Pode, é claro.
- Não vai sair correndo e nem vai mais brigar comigo?
- Tá Mark, não vou fazer nada disso.
- Então Izzy, você aceita dar uma chance para que eu faça você gostar de mim?
Confesso que na hora que ele fez essa pergunta, eu me senti ainda mais confusa, mas eu teria que responder. E dar uma chance a ele não parecia algo tão ruim.
- Ãhn, tudo bem, eu aceito.
Ele me abraçou, e perguntei por que foi que ele não me beijou em vez de me abraçar, e ele disse que era para não me assustar. Então passou as mãos em meus cabelos e beijou-me da mesma maneira que no sábado.
Já que tínhamos resolvido tudo e eu estava com fome, ele me convidou para almoçar na casa dele. Passamos o resto da tarde jogando vídeo-game até chegar a hora de vir para casa. Mark é o garoto mais fofo que conheci, insistiu para me trazer até aqui, e na hora de se despedir, beijou-me mais uma vez.
Agora terei de te abandonar aqui, tenho lição de filosofia. Tédio


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Desculpem a demora para postar a quinta parte, mas tive problemas com a inspiração e não saiu nada antes. Talvez eu demore mais um pouco para postar a próxima parte, e peço desculpas.

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