18 de março de 2011

O Senhor do Tempo

Capítulo Três


- Que lugar é esse? – perguntou Taylor, desorientada.
O homem ao seu lado apenas sorriu, esperando pela pergunta certa. Mas na cabeça de Taylor, centenas de perguntas chocavam-se tentando saírem de sua mente e serem transmitidas por seus lábios. Onde estava? Quem era este homem misterioso? O que ele queria? Não importava quantas perguntas fizesse, tinha uma pequena certeza de que não haveria uma resposta.
- Ou pelo menos não uma que lhe esclareça o que realmente quer saber – sugeriu o homem de preto.
- Você... Ãhn, o senhor lê mentes? – perguntou confusa.
- Bom, se você chama ouvir pensamentos de ler mentes, sim, eu leio.
Suas perguntas haviam mudado drasticamente, pois o que queria agora era saber o que era este homem, e não quem era.
- Santo Deus, como você faz pergunta hein? – disse ele, olhando para suas mãos, que continuavam juntas.
Imediatamente Taylor retirou suas mãos das dele, tomou coragem e falou em tom de chantagem:
- Se você não me contar o que estou fazendo aqui, irei embora agora, está entendendo?
- Ok, ok, você venceu – disse e logo em seguida completou, avisando-lhe. – É melhor que mantenha suas mãos junto das minhas para que vejam que não está só. Não me responsabilizarei caso aconteça algo caso pensem que está sozinha.
Por instinto, passou em seguida a olhar de um lado para o outro em busca de alguma coisa que pudesse oferecer perigo, mas tudo o que viu foram as arvores atrás de si, e pequenos pontinhos andantes ao longe, no vilarejo. Por mais que nada aparentasse ser perigoso, sentia que o homem estava falando a verdade, e nada lhe restou fazer a não ser devolver suas mãos onde às dele se encontravam.
Tudo o que tinha a fazer era segui-lo e esperar até a hora em que todas suas dúvidas fossem resolvidas, e sentia que não iria demorar muito para obter algumas respostas para suas perguntas. Os dois, lado a lado, começaram a caminhar pela estradinha rumo às pequenas casas ao longe. Sua vontade era de correr e chegar o mais rápido que pudesse, mas o homem ao seu lado andava calmamente, como se o tempo estivesse em suas mãos.
- E ele está minha querida – o homem afirmou, sorrindo maliciosamente.

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