16 de março de 2011

Uma surpresa inesperada.

Capítulo Um


Há uma semana de seu aniversário de dezoito anos, Taylor resolveu sair da casa de seus pais devido a uma briga. Era por volta das seis horas da manhã e seus pais ainda dormiam. Com todo cuidado para não fazer barulho, juntou em sua velha mochila roupas e alguns acessórios, tendo em mente um hotel de beira de estrada como hospedagem. Não sabia ao certo quanto tempo levaria até seu destino, e para se prevenir, assaltou a geladeira e o armário de casa: garrafas de suco, algumas frutas leves, pacotes de bolacha e tudo o mais que fosse fácil de carregar.
Antes de sair passou no escritório de seu pai, abriu a gaveta da mesinha e retirou papel e caneta. Então escreveu em letras rabiscadas, por causa de sua pressa:
“Pai, eu sei que vocês só queriam o melhor para mim obrigando-me a fazer faculdade de direito. 
Mas vocês terão que entender que não nasci para seguir regras, eu nasci para criá-las e é
 exatamente isso que irei fazer de agora em diante, criarei minhas próprias regras.
Não se preocupem, estarei bem.
Apesar de tudo que está acontecendo, eu os amo muito.
Tay.”
Ao terminar, deixou o bilhete preso sob o livro favorito de seu pai, O Mundo de Sofia, e ficou examinando a capa por longos segundos, imaginando como ficariam seus pais depois que ela partisse. Então como se fosse um sinal para que não desistisse, o celular vibrou em seu bolso informando que faltavam apenas dez minutos para as sete horas da manhã. Olhou uma ultima vez para o escritório, relembrando às vezes em que conversara sobre o mundo com seu pai e saiu o mais rápido que pôde, antes que alguém resolvesse acordar mais cedo.
Não estava muito disposta a chamar atenção dos vizinhos para o caminho que ela seguiria e decidiu ir pela trilha do bosque que havia no bairro. Enquanto caminhava, olhava para todas aquelas casas ao redor da sua, memorizando tudo para que nunca se esquecesse de onde saíra. Antes de adentrar no grande bosque virou-se e permitiu que uma pequena lágrima de saudade escorresse por sua face. Baixou a cabeça decidida, e continuou sua jornada.
Seus passos eram longos e rápidos, como na fuga de uma prisão. Ela forçava a si mesma a andar mais rápido, só para não correr o risco de ser fraca e abandonar seus planos. O tempo passava, cinco minutos para ser exata, e nada a sua volta mudava. Arvores, grama e mais arvores. Sabia que demoraria mais algum tempo até chegar à rodovia, então não tinha com o que se desesperar. O bosque geralmente era deserto, sem pessoas e sem animais, apenas as centenas de arvores que agora a rodeava.
Como num passe de mágica os pêlos de seus braços de arrepiaram, e sentiu o medo entrar por suas células e invadirem seu corpo e sua mente. Passou rapidamente a observar o lugar a sua volta a procura de alguém, mas não fora capaz de ver nada além do verde das arvores.
- Olá Taylor, como vai? – perguntou uma voz rouca vinda de trás de uma arvore ao seu lado.

2 comentários:

  1. Que legal seu texto, eu não conhecia aqui, mas pude ver que você escreve muito bem.
    As suas palavras me fizeram imaginar tudo, desde o escritório do pai da Taylor, até o bosque cheio de árvores.
    Vai ter continuação né?
    Um beijo ;*

    ResponderExcluir
  2. [aaaa] Gostei muito mesmo, esperarei sua continuação :*

    ResponderExcluir