13 de janeiro de 2017

Dançando tango em meio à solidão

Tu disseste que desgraçaria meu psicológico
E eu, por inocência ou teimosia
(ou ambos, quem sabe),
Deixei a porta aberta.


Mas não foi o suficiente.


Monstro como tu és, não apenas passou pela mesma.
Tirou-a do batente, levando consigo as dobradiças.
Quebrou os vidros da janela,
Rasgou o tecido do sofá
E maculou o branco de minhas paredes recém pintadas.


Ainda assim, não foi o suficiente.


Deixaste-me perdida em meio ao caos
E partiste, como se nunca ali estivera.
Mas a bagunça ficou em teu lugar,
Fazendo-me companhia na escuridão,
Dançando tango em meio à solidão.

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