18 de março de 2017

addicted to chaos

Eu, acrofoba, encaro o precipício. O suor frio escorre pelo corpo, o peito aperta, o ar some, a visão fica turva, os ouvidos zumbem e a garganta arranha. Estou há milímetros do vazio.
Por trás do medo, enxergo a imensidão que se estende à frente. Os olhos se acostumam com a paisagem e posso ver além do vazio. Há flores e espinhos. Há pássaros voando, perdidos. É um abismo formado por caos e ordem, luzes e trevas, sóis e luas. A imagem caótica que se assoma, é para mim uma obra-prima.  

Entorpecida, abro os braços e pulo.

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