11 de abril de 2017

Intro a la felicidad

Esse é mais um daqueles textos no qual sei que chegarei ao fim sem ter gostado do resultado, pois quando se trata de textos felizes, nunca sinto que dei o melhor de mim neles. A felicidade é algo com o qual não sei trabalhar, me tira da zona de conforto e me deixa inquieta. Sinto-me aconchegada na melancolia e na dor das palavras, então quando o desafio é escrever algo alegre, elas fogem, misturam-se, tornam-se uma confusão na minha mente. Preciso pescá-las no enorme abismo que é minha cabeça, juntá-las e tentar formar algo belo com isso, sem deixar que a tristeza se aproxime e tome conta dos pensamentos e sejam transcritas através de meus dedos nesse teclado. 
Estou vendo que a narrativa ficará confusa, mas é que eu já me perdi na confusão minutos atrás. Uma pessoa especial me disse que o meu problema com esses textos na realidade não é a felicidade e sim a inaptidão com as palavras para expressar esse sentimento. Ela está certa, é claro. Depois de anos escrevendo e revivendo a tristeza e seus diversos sinônimos, me sinto uma penetra nessa casa de bons sentimentos. Mas desafios são desafios e não sou de recusá-los. 
Começo devagar, timidamente, e aos poucos quem sabe tomo gosto por isso. Escrever é parte do que sou, e ser feliz é quem sou no momento, então darei um jeito de conciliar as duas coisas e tentar me enturmar nessa festa louca. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário